Crise

Perdas Necessárias

A situação é pior do que parece. O déficit público está na ordem de 10% do PIB. Mesmo com a recuperação da economia, é improvável que voltemos a ter déficit nominal de menos de 5% do PIB, o que é um descalabro.

Temos um Governo com baixa legitimidade, que parece estar fadado a fazer cortes bruscos nos gastos públicos. A Lava Jato chegou agora à fase dos políticos e as lideranças do PMDB já foram citadas por diversos delatores. O congresso segue praticando seu fisiologismo, indicando Ministros para o Governo Temer que acabaram de deixar o Governo Dilma.

Logo, apesar da onda de otimismo que atingiu os meios de comunicação, é provável que a falta de carisma do Presidente, a forma não usual com que chegou ao poder, o prosseguimento da Lava Jato e a oposição de uma relativamente pequena mas barulhenta esquerda pode levar o País a um novo impasse.

O tamanho do desafio é muito grande. Pode ser que só um governo eleito possa pacificar o País. É cedo para proclamar o fim do governo, assim como é cedo para declarar os problemas resolvidos, como tenho visto muitos fazerem, principalmente nos meios de comunicação.

O ajuste nas contas públicas não parece mais trivial. Há esqueletos de todos os tamanhos aparecendo. E o fim do bônus populacional parece estar cobrando a sua conta, tanto no sistema de saúde como no previdenciário. São discussões impopulares evitadas por quase todos os governos. Na França, com o sistema político estável, há confrontos na rua e greve geral em face da reforma trabalhista. Aqui nosso sistema político está em frangalhos. E as contas públicas nos empurram para algum corte. Definitivamente, o jogo ainda não acabou. E o país está muito longe de se sair vencedor.

Gustavo Theodoro

Crônica da Crise

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  1. A delação do Delcídio do Amaral vai demandar anos de trabalho. Implica governistas e oposicionistas. Não poupa ninguém.
  2. Lula e os demais gravados falaram mais palavrões naqueles minutos de gravação do que eu em minha vida toda.
  3. A delação dos empreiteiros pode fazer a reforma política que é anseio de muitos. Partidos que recebem dinheiro no exterior podem ser cassados.
  4. Dilma chama Lula de senhor, enquanto Lula chama Dilma de você.
  5. A crise só é tão grande porque muitos das personalidades políticas mais importantes do país, que poderiam construir uma solução, estão envolvidos na Lava Jato.
  6. A intimidade das pessoas deve ser preservada a qualquer custo. A intimidade de pessoas públicas já não é objeto de tantas garantias. No entanto, conversas sem nenhuma relação com cometimento de crimes deveriam ser omitidas. De resto, o sigilo dos processos deve ser aplicado com comedimento.
  7. As gravações, a meu ver, ainda não comprovam crimes da Presidente, que não era objeto das escutas. Isso porque a explicação dada para o caso envolvendo o termo de posse, apesar de inverossímil, foi capaz de criar dúvida razoável na esfera judicial.
  8. Lula, no entanto, dificilmente escapará da condenação. Pode ser nos próximos meses, com o Moro, ou pode ser nos próximos anos, com o STF. Quem conhece processo penal, a ação do Ministério Público e a forma como as pessoas são condenadas no país sabe que já há fatos suficientes para elaboração de uma narrativa que o leve à condenação.
  9. Eduardo Paes, Atibaia não é um lugar pior do que Petrópolis. E nem só “lugar de rico”, como Búzios e Angra, merecem nossa visita. Je suis Maricá.
  10. As gravações comprovam: Dilma sofre de mau humor crônico.
  11. A polêmica do horário da última escuta envolvendo Lula e Dilma parece-me irrelevante, já que a autorização adveio do mesmo juízo que a revogou.
  12. Nosso judiciário costuma dar validade aos grampos envolvendo autoridades e investigados. Vide o caso do Demóstenes Torres em suas conversas com o Carlinhos Cachoeira.
  13. Madison dizia que todo governo se baseia na opinião. Mesmo em ditaduras ou despotismos. Não temos um parlamentarismo e a remoção de presidentes costuma ser bastante traumática (vide Collor). Mas sem a opinião pública não há governo que resista.
  14. Pode ser por um pedalinho. Collor foi cassado por um Fiat Elba e teve sua intimidade devassada, com fotos de seu jardim. O famoso jardim da casa da Dinda. A reforma do sítio de Atibaia saiu muito mais cara.
  15. Em uma república, o indicado em lista tríplice não deve favores a quem o indicou.
  16. Lula e Aécio fizeram um acordo político (não republicano) em 2003, segundo delação de Fernando Moura. Na divisão de estatais a serem saqueadas, Aécio teria ficado com Furnas. Não me importo que dividam celas no futuro.
  17. Serenidade. As instituições devem ser provocadas e levadas a funcionar. Violência e acirramento de ânimo nesse momento não contribuirá para a solução da crise. O momento é de mais debate e de menos agressões.

Gustavo Theodoro

Os Ensinamentos da Grécia

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Desde 2010 a União Europeia tem imposto um rigoroso programa de austeridade à Grécia. A crise de 2008 revelou a fragilidade de sua economia. O déficit e a dívida pública grega já estavam fora de controle antes da crise. Mas foi a crise que revelou a gravidade da situação. O programa de austeridade imposto pela autoridade monetária da UE teve efeito direto sobre a vida das pessoas. A economia passou por sete anos de recessão e a situação fiscal só se agravava enquanto mais sacrifícios eram exigidos da população grega.

A maioria dos economistas defende o acerto das medidas impostas pela troika. Frases como “o país não pode gastar mais do que arrecada” e “não há almoço grátis” podem atrair a atenção de leitores, mas não devem balizar o comportamento de governos. Economia é assunto complexo e sujeito a interpretações e pontos de vista. Na zona do Euro, os remédios ortodoxos podem não funcionar. E eu explico o porquê.

Há algumas ferramentas que economias em crise fiscal podem adotar quando administram suas próprias moedas. Países em crise normalmente observam saída de divisas. A saída de divisas desvaloriza suas moedas, que pode resultar em redução nas compras externas e aumento das exportações. A desvalorização da moeda, em país integrado aos demais mercados, provoca alguma inflação. Inflação persistente deve ser rigorosamente controlada. Mas a inflação decorrente da desvalorização da moeda, pontual, pode auxiliar os governos a ajustarem suas contas.

Como a Grécia está na zona do Euro, não tinha a sua disposição esses mecanismos. Ao adotar a receita ortodoxa, o efeito sobre a população grega foi mais profundo do que os choques promovidos pelo FMI nos países em desenvolvimento nos anos 1980 e 1990. O desemprego chegou a 27%. A dívida pública foi a 170% do PIB. O déficit público chegou a 20% do PIB. São números impressionantes, já que para entrar na zona do Euro é exigido que os países apresentem dívida de no máximo 60% e déficit de até 3% do PIB (interessante observar que o Brasil não seria admitido na Zona do Euro com seus números: dívida de 68% e déficit de 8% d PIB).

Quando os números da economia grega começaram a melhorar, a população cansou-se da receita. Exigia que o ajuste de agora em diante fosse feito sem que tanto sofrimento fosse imposto à população. Economia não se trata de mera manipulação de números. São pessoas que, ao final, definem a continuidade de uma política ou de um Governo. O limite da população grega chegou. Resta saber qual será a reação de Alemanha e França.

Sobre esses países é interessante relembrar que em 2004 nenhum dos dois conseguiu atingir as metas impostas pela autoridade econômica europeia. O descumprimento das metas é sujeito a multas. O Banco Central europeu aplicou a multa, que simplesmente não foram pagas pelos dois países. Ou seja, quando a Alemanha e a França se viram diante da necessidade de aplicar um plano de cortes para garantir o atingimento das metas impostas pela UE, os governos de seus países preferiram não sacrificar tanto suas populações. Quando veio a conta, Alemanha e França desafiaram a autoridade da União Europeia. É sob a sombra desse passado que o rigoroso regime de austeridade foi imposto à Grécia. E é a Alemanha que tem se mostrado inflexível quanto à disciplina fiscal grega.

O resultado disso tudo era esperado. Um partido que nasceu de um conglomerado de grupos marxistas, trotskistas, maoístas e anarquistas venceu as eleições gregas e declarou que a população grega teria prioridade a partir daquele momento. Esse fato político é uma aula para os que pensam que economia é uma ciência dura, de equações, fórmulas e números. Esse aspecto de ciência social já deixou de ser percebido por diversas vezes nos últimos anos. Recentemente o parlamento italiano indicou um técnico para conduzir o país. Armado de ortodoxia e pouquíssimo carisma, seu governo foi curto.

A crise grega é, também, a crise do estadista, que se reflete na falta de pessoas capazes de liderar, de dar confiança para que a população vença os desafios, mas com suficiente sensibilidade para perceber os limites de sacrifícios que podem ser impingidos. O fracasso grego revelou o fracasso da receita econômica não só pelos seus fundamentos, mas principalmente pela cegueira ao perceber sua inextrincável relação com a política.

Gustavo Theodoro

Crise Hídrica e Energética

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A crise hídrica e energética revela duas características de nossa cultura: a dificuldade em reconhecer erros e a falta de planejamento. Ano passado o Brasil se saiu mal no PISA mais uma vez. Houve pequena variação negativa em leitura e ciências e alguma evolução em matemática. Imediatamente após a divulgação do resultado, o então Ministro da Educação Aloísio Mercante convocou entrevista para destacar o avanço das notas de matemática dos alunos brasileiros. Ou seja, ao invés de admitir o problema e buscar soluções, procurou-se iludir o eleitorado vendendo como melhora resultado que, quando muito, revelou estagnação.

Parece que as mudanças climáticas começaram a se fazer sentir em algumas regiões do Brasil. São quase dois anos de chuvas escassas tendo como resultado reservatórios vazios e, como consequência, crise de abastecimento de água e de energia.

O Governador Geraldo Alckmin segue em seu autismo, utilizando novos eufemismos para racionamento a cada entrevista, mas sempre evitando reconhecer a falta d’água. Como o racionamento não é definitivamente declarado, o paulistano corre o risco de virar um retirante. O sertão não virou mar, mas é possível que São Paulo vire sertão. Alguns especialistas têm afirmado que São Paulo só tem mais dois meses de água se não chover. Enquanto isso vemos o Governador brincar com os termos volume morto, reserva técnica, rodízio, administração da pressão e restrição hídrica.

Da mesma forma, o Governo Federal nega a gravidade da situação energética do país. Em medida desastrosa, o Governo Dilma resolveu reduzir o preço da energia às vésperas da eleição municipal de 2012. Ocorre que redução de preço de bem escasso faz aumentar a escassez do bem, já que há aumento do consumo e inibição de novos investimentos. A tempestade perfeita se formou justamente com a ausência de tempestades. A crise hídrica limitou a capacidade de fornecimento de energia, o que levou nosso sistema energético a atuar no limite, como demonstrou o apagão descoordenado ocorrido no dia de ontem em diversos estados do país.

Mais uma vez, nem o governo paulista nem o federal pensaram em admitir a gravidade do problema, o que impacta em nosso futuro, pois sem diagnóstico adequado não há solução de longo prazo. Tivemos um apagão energético em 2001/2002, quando houve racionamento assim nominado, mas com consequências políticas desastrosas para o PSDB. Ninguém mais se atreve a anunciar racionamento. Ao mesmo tempo, não parecemos capazes de planejar obras cuja inauguração não está no horizonte de quatro anos. Ou evoluímos nisso ou o racionamento nos alcançará definitivamente, queiramos ou não. E talvez já seja tarde demais.

Gustavo Theodoro

A Economia da Crise

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                Os países desenvolvidos e parte dos países em desenvolvimento viveram um período de exuberância irracional, marcado por forte crescimento econômico e melhoria geral dos indicadores do setor público e privado entre o final da década de 1990 e os anos 2000.

                O Brasil demorou um pouco para participar da festa, visto que tentava se recuperar de décadas de desajuste, com a constante instabilidade das contas do setor público provocando descontrole inflacionário. Quando o Brasil finalmente começou a sentir os efeitos na bonança internacional, a festa acabou.

                Não há dúvidas de que a crise de 2008 foi a maior observada no mundo capitalista desde o crash de 1929. Poucos analistas previram a crise, apesar de alguns sinais estarem presentes. Os países centrais estavam com suas contas públicas razoavelmente equilibradas, no entanto o endividamento privado havia chegado a níveis nunca antes registrados.

                A dívida privada americana em 1929 era da ordem de 300% do PIB. Depois do terrível ajuste daquele ano, o endividamento privado jamais havia ultrapassado 150% do PIB. Na véspera da crise de 2008, a dívida privada americana tinha atingido o recorde de 350% do PIB. Apesar deste indicador apontar para uma possível crise, a maioria dos economistas atribuía ao mercado de capitais moderno mecanismos de controle muito superiores aos existentes na crise de 1929, acreditando ser possível manter o ritmo de endividamento sem estar sujeito a um forte ajuste.

                Em 2008, havia o temor de que um ajuste na economia americana poderia se assemelhar ao ambiente de estagnação e deflação observado no Japão desde 1990. André Lara Resende lembrou que Ben Bernanke, Presidente do Fed, havia proferido uma palestra no ano 2000 em que tentava apontar saídas para a deflação nipônica. Após apontar as diferenças entre depressão de 1929 e a deflação sem crescimento japonesa, observou que as soluções propugnadas por Keynes não se aplicavam ao Japão. Isto porque a estagnação não estava ligada à falta de crédito privado, mas à falta de demanda por crédito de uma população que preferia poupar.

                Assim, Bernanke havia chegada a uma solução perturbadora: a melhor forma de sair de um regime deflacionário é não entrar nele. Coincidentemente, Bernanke teve que tentar superar seu próprio pensamento ao se confrontar com a crise de 2008. A economia americana parecia acometida do mesmo mal observado no Japão.

                Evidentemente a situação americana era diferente da japonesa. Sendo moeda de lastro, era possível emitir dólares no mercado sem que isso provocasse inflação. No entanto, isso é tanto bom quanto ruim, visto que provocar um pouco de inflação era de interesse da autoridade monetária. O setor público americano teve que absorver quase US$ 1,3 trilhão de dívida privada, de forma a permitir que os demais bancos americanos não sucumbissem, levando com eles parte das empresas americanas.

                A Islândia tinha um setor público extremamente organizado. No entanto, as dívidas contraídas pelo setor privado – e que foram absorvidas pelo setor público – levou à quebra de sua economia. Ou seja, a solução americana aplicada à Islândia provocou sua ruína, o que mostra a peculiaridade de cada problema.

                A crise nos países centrais, em especial dos EUA, é mais grave do que a dos países periféricos porque o que começa a entrar na agenda econômica é o próprio modelo de consumo americano, é o american way of life que está em jogo. O planeta começa a dar sinais de esgotamento, as mudanças climáticas demandam novas soluções e a maioria dos economistas reconhece que o modelo de consumo americano não pode ser replicado para os países em desenvolvimento.

                Ao mesmo tempo, sem aumento da riqueza a economia americana não oferece condições de melhoria da renda e do emprego, que é demanda cultural da sociedade americana. Shumpeter pensou na inovação como força motriz do crescimento. Ocorre que agora a inovação tem o papel de manter o crescente consumo americano, que muitos consideram desmedido e insustentável.

Apesar de acompanharmos com interesse as discussões envolvendo as economias centrais, a situação brasileira se apresenta de forma totalmente diversa. Aqui ainda há muito espaço para o crescimento e as novas tecnologias na área de energia nos permitem a adoção de caminhos mais sustentáveis.

No entanto, o enfrentamento da crise pelo Governo Lula, que se afigurou a muitos como bem sucedido, tem mostrado suas inconsistências. Como se sabe, o enxugamento do crédito privado em razão da crise americana espalhou uma crise de crédito pelo mundo. Como os mercados centrais deixaram de importar commodities, era mesmo necessário provocar algum crescimento do mercado interno.

Crises costumam gerar explosão de nacionalismo e protecionismo. Esses fenômenos se alastraram pelo mundo, tornando as economias mais fechadas. O Brasil, uma das economias mais fechadas do mundo, quase extinguiu a importação de veículos por meio de medidas tarifárias associadas a forte incentivo à indústria automobilística local. Esta situação provocou um boom na venda de veículos, o que agravou nosso déficit de infraestrutura.

A solução de Keynes de fato sugere medidas expansionistas no combate à contração provocada pelo desaparecimento do crédito privado e da queda nas expectativas futuras de crescimento. No entanto, apesar de qualquer estímulo ser bem-vindo em situações como essa, recursos públicos direcionados para investimentos poderiam gerar efeitos multiplicadores de longo prazo.

O despejo de recursos no consumo aliado à expansão do crédito teve um efeito eleitoral significativo, como era de se esperar, melhorando a situação presente das classes menos favorecidas. O risco desta situação é o governo político se tornar refém do bônus eleitoral. Esta narrativa explica muito bem as atuais crises da Venezuela e da Argentina, nas quais a única alternativa de permanência no poder é por meio do acirramento do conflito de classes, opondo pobres a ricos.

Ao dobrar a aposta, ou seja, manter o incentivo ao consumo ao mesmo tempo em que protegia a economia, o Governo brasileiro cultivou uma inflação persistente que desafia a elevação de juros pelo Banco Central. O congelamento das tarifas produz impacto eleitoral e segura a inflação, mas contribui para a deterioração das contas públicas ao mesmo tempo em que produz impacto negativos nas perspectivas futuras.

Por contraditório que possa parecer, é muito provável que a crise que vem se desenhando no cenário futuro brasileiro decorre inicialmente da crise do subprime de 2008, mas foi alimentada pelos remédios utilizados pelo próprio Governo. Hoje a crise é de natureza fiscal e de balanço de pagamentos, mas a baixa produtividade da economia, o núcleo da inflação persistente, a estagnação no campo da educação e o baixo nível de investimentos (que impacta a infraestrutura, impedindo o desenvolvimento de novos negócios e encarecendo o custo brasil) indicam que podemos estar mais próximos da Argentina do que do Chile. E o ambiente de crise impede o País de pensar na aplicação de alternativas sustentáveis ao modelo de sociedade de consumo que importamos dos EUA.

A ciência econômica é muito complexa e comporta todo tipo de argumentação. No entanto, ao fim de algum tempo, erros contínuos e repetitivos tendem a se mostrar com mais clareza. O embate eleitoral impõe ao Governo e oposições enfrentamento desses temas espinhosos, reafirmação ou abandono de posições, e correções de rumo. No momento, a equipe de Eduardo Campos (herdada de Marina Silva, cujas figuras de proa são Eduardo Giannetti e André Lara Resende) é a que parece estar na dianteira dessas discussões. Torçamos para que a atual disputa política vá um pouco além dos velhos embates que caracterizaram as últimas eleições.

Gustavo Theodoro